quinta-feira, 23 de maio de 2013

Eliminado, JEC sai da Vila sem perder e vendo uma torcida sem igual


A União Tricolor, e demais torcedores do JEC, cantaram, vibraram e apoiaram, por 90 minutos, um JEC que enfrentou o Santos de igual para igual. Após derrota por 1 x 0 na Arena Joinville, o JEC precisava da vitória no jogo contra o Santos, na Vila. Com marcação forte e sem medo, o time da maior cidade do estado catarinense foi pra cima do Peixe e não o deixou jogar.

GE / Não faltou marcação

Ao fim da partida, o amargo 0 x 0 decretava a classificação santista e a eliminação do Joinville. Tirando a maior, e talvez única, contestação da arbitragem - a de não ter dado o segundo cartão amarelo para Renê Júnior, quando este parou faltosamente a jogada de ataque do JEC - o jogo discorreu com garra joinvilense que tentava penetrar na defesa santista e uma marcação bem ajustada, não deixando o Santos jogar e apagando as ações de Neymar.

O JEC nunca tinha chego à segunda fase da Copa do Brasil. Chegou. A atual geração nunca tinha visto o JEC ao menos jogar contra uma equipe do porte do Santos. Jogou - e melhor. O Joinville representou com categoria a maior cidade do estado de Santa Catarina e uma torcida apaixonada, vibrante e fanática que gritou 180 minutos: 90 em Joinville e 90 tanto aqui, quanto lá. Pois, o que vimos a UT e companhia desempenharem na Vila é inigualável, é de arrancar comentários de todos que transmitem a partida. Rogério Ceni declarou: "jogar na Vila é um inferno". Mas, a torcida do JEC, a calou.

Sai-se da Copa do Brasil de cabeça erguida, o JEC jogou muito e não deixou o Santos jogar. A classificação santista se deve ao gol de Durval aqui na Arena - gol à Robben, contra o Brasil em 2010. Fora isto, o Joinville defendeu magistralmente, efetuou jogadas de forma organizada e, quando teve as chances, concluiu. Jogou. E jogou muito.

Avante, Joinville! Temos um time que nunca tínhamos visto; temos uma organização que nunca fora imaginada; temos um futuro que havia esquecido; temos um momento que havia sido desiludido; temos uma vitória e a de estarmos crescendo, a de estarmos vencendo!

Guilherme Kuhnen | 22/05

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